RoamScore
Tecnologia 2 de novembro de 2026 · 4 min de leitura

Rogers leva roaming via satélite para Japão, Austrália e Nova Zelândia em 2026: o que cobre e o que não cobre

Clientes da Rogers já podem usar mensagens via satélite e alguns apps no Japão, na Austrália e na Nova Zelândia. O que funciona, quem tem acesso e por que o plano de dados continua necessário.

Rogers leva roaming via satélite para Japão, Austrália e Nova Zelândia em 2026: o que cobre e o que não cobre

A operadora canadense Rogers ampliou seu serviço de satélite direto no celular para mais três países. Desde 30 de outubro de 2026, os clientes podem usar roaming via satélite no Japão, na Austrália e na Nova Zelândia, além dos Estados Unidos, onde a Rogers lançou o serviço no início do ano. São quatro países no total.

O que aconteceu

O serviço foi pensado para lugares sem cobertura de celular: parques nacionais, litorais isolados, estradas de montanha. Quando o aparelho não encontra uma antena, ele se conecta a um satélite. Segundo a Rogers, o cliente pode:

  • enviar mensagens de texto;
  • usar apps de mensagem compatíveis como WhatsApp, Messenger e X;
  • se orientar com Google Maps e AllTrails;
  • ver a previsão do tempo em tempo real no AccuWeather.

A Rogers diz que mais apps compatíveis com satélite estão a caminho, mas não deu prazo. O roaming via satélite internacional vem incluído nos planos Ultimate, em opções elegíveis do Roam Like Home e em alguns Travel Passes. Segundo o Mobile World Live, o serviço no Japão provavelmente usa a KDDI, que já opera por lá um serviço via satélite baseado na Starlink.

"Os canadenses querem continuar conectados aonde quer que a viagem os leve", disse Mark Kennedy, diretor de Tecnologia da Rogers.

Por que isso importa para quem viaja

O roaming via satélite está se espalhando rápido. No fim de outubro, a T-Mobile passou a oferecer roaming via satélite no Canadá e na Nova Zelândia (veja nossa matéria sobre o roaming via satélite da T-Mobile), e aqui no Brasil a Vivo ativou a Starlink Mobile em 26 de outubro para cerca de 50 milhões de clientes elegíveis, com uns 7 milhões de aparelhos já conectados. Com a novidade da Rogers, quem sai do Canadá para três destinos de longa distância muito procurados ganha uma rede de segurança justamente onde o sinal mais some: o outback australiano, a Ilha Sul da Nova Zelândia ou o interior do Japão.

É um ganho real de segurança. Conseguir mandar um WhatsApp ou abrir um mapa numa trilha isolada pode fazer muita diferença.

O que ele não substitui

Hoje, o serviço via satélite é um plano B, não um plano de dados. Pelo que a Rogers informa, ele permite mensagens e uma lista curta de apps. Não foi feito para streaming, chamadas de vídeo, envio de fotos ou navegação em geral, e só entra em ação onde não há sinal de celular. O mesmo vale para a Vivo no Brasil, onde ligações de voz, chamadas de vídeo e navegação web ainda não funcionam.

Ou seja: em Tóquio, Sydney ou Auckland, onde a cobertura é normal, você volta ao roaming tradicional ou a dados locais. E o acesso depende do plano: é preciso ter um plano Ultimate, uma opção Roam Like Home elegível ou um Travel Pass que inclua o serviço. As operadoras canadenses também pedem à CRTC o fim do teto contra contas surpresa de roaming (mais na nossa matéria sobre o teto de roaming da CRTC), então vale ficar de olho no custo diário.

Uma configuração prática para a viagem

Dá para aproveitar o melhor dos dois mundos:

  1. Mantenha a linha da Rogers ativa para ligações, códigos por SMS e, se o plano incluir, o satélite como reserva em áreas remotas. Pergunte à Rogers se o satélite funciona quando a linha da Rogers não é a escolhida para dados móveis.
  2. Use um eSIM de viagem para os dados do dia a dia em cidades e vilarejos. Um eSIM só de dados de fornecedores como HOLASIM, Airalo ou Holafly usa redes locais no Japão, na Austrália e na Nova Zelândia e, em viagens longas, costuma sair mais barato que os passes diários de roaming.
  3. Baixe mapas offline antes de ir para áreas remotas. A mensagem via satélite ajuda, mas o mapa offline funciona sem sinal nenhum.
  4. Confira a compatibilidade. O roaming via satélite depende de aparelhos compatíveis, e o eSIM de viagem precisa de um celular desbloqueado e compatível com eSIM.

O roaming via satélite deixa as viagens a lugares remotos mais seguras. Para o resto da viagem, um bom plano de dados continua fazendo a maior parte do trabalho.

#Satélite#Roaming#Canadá#Japão#Austrália

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