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Tecnologia 25 de outubro de 2026 · 4 min de leitura

FCC vota em 29 de outubro 482 MHz para conexão satélite-celular em 2026: por que AT&T, Verizon e T-Mobile querem tirar 290 MHz

A FCC vota em 29 de outubro a inclusão de 482 MHz nas regras satélite-celular. AT&T, Verizon e T-Mobile pedem excluir 290 MHz. O que muda para viajantes.

FCC vota em 29 de outubro 482 MHz para conexão satélite-celular em 2026: por que AT&T, Verizon e T-Mobile querem tirar 290 MHz

O que aconteceu

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) deve votar em 29 de outubro de 2026 uma proposta que adicionaria 482 MHz de espectro ao seu marco de Cobertura Suplementar a partir do Espaço (SCS, na sigla em inglês). É a regra que permite que satélites se conectem diretamente a smartphones comuns usando espectro que normalmente pertence às operadoras móveis. A minuta foi divulgada em 8 de outubro.

Poucos dias antes da votação, AT&T, Verizon e T-Mobile apresentaram uma posição conjunta por meio da CTIA, a associação do setor sem fio, pedindo que a FCC retire duas faixas de banda média do plano: 2,5 GHz e 3,45 GHz. Juntas, elas somam 290 MHz, cerca de 60% do total proposto. Se as operadoras conseguirem tudo o que pedem, o espectro para satélites cairia de 482 MHz para cerca de 192 MHz.

A proposta também muda a forma de acesso. Hoje, uma empresa de satélite geralmente precisa alugar espectro de uma operadora terrestre. A FCC quer trocar esse aluguel por "acordos de coexistência", focados em compatibilidade técnica e não em um contrato comercial. A CTIA pediu que as operadoras mantenham "consentimento significativo" sobre o uso de seu espectro e defendeu o princípio "mesmo cliente, mesmas regras": se um serviço via satélite vende cobertura para a mesma pessoa atendida por uma operadora, deve cumprir exigências de qualidade parecidas.

Por que as operadoras estão brigando

As faixas de 2,5 GHz e 3,45 GHz são essenciais para o 5G nos EUA: a T-Mobile apoia boa parte do seu 5G de banda média em 2,5 GHz e a AT&T usa 3,45 GHz. As duas funcionam com duplexação por divisão de tempo (TDD), em que upload e download dividem a mesma frequência em turnos sincronizados. As operadoras argumentam que um satélite cobrindo uma área enorme poderia bagunçar essa sincronia em muitas células ao mesmo tempo.

Não é a primeira disputa. Em outro processo, em 2024, a AT&T afirmou que uma proposta da SpaceX poderia reduzir em média 18% a velocidade de download em um de seus mercados. A SpaceX, que está transformando a Starlink Mobile em um serviço direto ao celular, é vista como a maior beneficiada de um espectro SCS maior. Mas nada foi decidido: a FCC ainda não aprovou a minuta nem autorizou nenhuma empresa nessas faixas.

Por que isso importa para quem viaja

Para quem desembarca nos EUA, a conexão satélite-celular ainda é um reforço, não um plano de dados. Os serviços atuais permitem mensagens de texto e um pouco de dados em apps, principalmente onde não existe antena. A votação define quanto espectro essa camada poderá usar nos próximos anos, o que afeta:

  • Cobertura em áreas sem sinal, como estradas em parques nacionais e regiões rurais.
  • Quais celulares vão funcionar. Modems e antenas são projetados com base em listas de faixas, então a decisão final define quais aparelhos futuros poderão se conectar.
  • Concorrência. Uma camada de satélite mais forte, somada ao plano da SpaceX de atuar como quarta operadora, pode pressionar os preços de roaming.

Nada muda em 30 de outubro. Primeiro vêm as regras, depois o hardware e só então o serviço. E é provável que o lado derrotado peça reconsideração.

Um mês agitado para o satélite no celular

A votação vem depois de a FCC aprovar a constelação de 15 mil satélites da SpaceX e de notícias sobre a negociação de 80 mil sites de celular nos EUA. Cobrimos os dois casos: FCC aprova rede de 15 mil satélites da SpaceX e SpaceX negocia 80 mil torres.

O que fazer na sua próxima viagem aos EUA

Enquanto a cobertura via satélite amadurece, a configuração prática continua a mesma:

  1. Use um eSIM de viagem para os dados principais. Ele se conecta às redes 4G e 5G terrestres com velocidade local, algo que o satélite ainda não alcança.
  2. Mantenha seu chip do Brasil ativo para ligações e SMS no modo dual SIM, e confira se sua operadora cobra chamadas recebidas em roaming.
  3. Verifique a compatibilidade antes de embarcar. A maioria dos iPhones a partir do XS e os Pixel e Galaxy recentes aceitam eSIM; mensagens via satélite dependem do modelo e da operadora.
  4. Baixe mapas offline para parques e áreas remotas.

Empresas como a HOLASIM vendem eSIM para os Estados Unidos que você instala antes de viajar e ativa ao pousar, ficando conectado desde o aeroporto sem pagar passe diário de roaming.

A reunião da FCC é em 29 de outubro. Vamos atualizar esta notícia quando a decisão final for publicada.

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