Singapore Airlines e Vietnam Airlines já vendem eSIM de viagem com a Kolet em 2026: vale comprar dados da companhia aérea?
A startup francesa Kolet já opera com a Singapore Airlines e a Vietnam Airlines e leva os eSIMs vendidos por companhias aéreas à Ásia-Pacífico, após acordos com Air France-KLM e Virgin Atlantic.
O próximo e-mail com o seu cartão de embarque pode vir com um plano de dados junto. A startup francesa de tecnologia de viagens Kolet informou que Singapore Airlines e Vietnam Airlines já estão ativas com o seu serviço de eSIM, levando à Ásia um modelo que ela construiu primeiro na Europa com companhias aéreas. A notícia foi publicada pelo TTG Asia em 28 de outubro de 2026.
"A Ásia-Pacífico veio até nós antes de irmos até ela", disse Eduardo Ronzano, cofundador e CEO da Kolet, destacando que as duas aéreas aderiram sem que a empresa abrisse um único escritório na região.
O que aconteceu
Fundada em 2024, a Kolet vende eSIMs de viagem por meio de outras marcas, em vez de disputar clientes diretos. O modelo é B2B2C: uma companhia aérea (ou agência, ou seguradora) oferece os dados da Kolet aos próprios passageiros, seja por uma loja hospedada que não exige desenvolvimento, seja por uma API que mantém a marca do parceiro.
Os acordos europeus vieram primeiro:
- A Air France-KLM permite que membros do Flying Blue acumulem e resgatem milhas em dados móveis.
- A Virgin Atlantic lançou um teste grátis de 1 GB com a infraestrutura da Kolet.
Essas parcerias chamaram a atenção das aéreas asiáticas. Com Singapore Airlines e Vietnam Airlines no ar, a Kolet agora mira agências de viagem, OTAs, gestoras de viagens corporativas e seguradoras da Ásia-Pacífico, região onde Airalo, Nomad e Klook já vendem eSIMs e onde as operadoras locais empurram seus próprios pacotes de roaming.
Um detalhe chama a atenção do viajante: com parceiros selecionados, a Kolet permite usar o app e o site da companhia sem consumir a franquia de dados. Segundo a empresa, mesmo quando o passageiro fica sem dados, ainda consegue fazer check-in, abrir o cartão de embarque ou remarcar um voo afetado.
Por que isso importa para o viajante
Faz parte de uma tendência que acompanhamos: companhias aéreas, cartões e hotéis incluindo dados de viagem em produtos que você já compra. Neste mesmo mês, a Air India lançou o EasyRoam com a Tata Communications. As aéreas têm o momento perfeito para vender conectividade: os dias entre a reserva e o embarque, quando você já está pensando na viagem.
Os eSIMs vendidos por companhias aéreas têm vantagens reais:
- Praticidade. A oferta chega na reserva ou no e-mail pré-embarque, e você instala antes de sair de casa.
- Valor em milhas. Acumular ou resgatar milhas em dados pode baixar o preço efetivo.
- App da aérea sem gastar dados. Check-in e remarcação sem consumo de franquia ajudam muito quando há atraso e os dados acabaram.
Mas também há limitações. A companhia aérea é uma revendedora: por trás existe um eSIM de viagem padrão, e o preço, a qualidade da rede e os limites dependem dessa oferta, não do logo no e-mail.
O que checar antes de comprar dados da companhia aérea
- Preço por GB. Compare o plano da aérea com provedores independentes para o mesmo destino e número de dias. Milhas podem desempatar: avalie o valor delas com honestidade.
- Redes locais e velocidade. Pergunte quais operadoras o eSIM usa em cada país e se há 5G.
- Validade. O plano começa a contar na instalação ou na primeira conexão no destino?
- Roteador e uso justo. Veja se é permitido compartilhar a internet e se a velocidade cai após um limite diário.
- Viagens por vários países. Um roteiro Singapura-Vietnã-Tailândia pede um plano regional, não de um país só.
- Suporte. Saiba quem acionar se o eSIM não conectar na chegada: a aérea, a Kolet ou a rede.
Se a oferta da companhia ganhar nesses pontos, comprar na reserva faz todo sentido. Se não, um eSIM de viagem dedicado como a HOLASIM, instalado antes do embarque, entrega a mesma experiência de pousar e conectar, com a vantagem de comparar planos por destino.
A história maior é que o eSIM de viagem está ficando invisível: vendido pela companhia aérea, pelo banco, pela seguradora ou pelo app que você já usa. É uma boa notícia em praticidade, desde que o viajante continue comparando o que recebe pelo que paga.