Starlink Mobile conecta 11 milhões de clientes da VEON em menos de um ano (2026): o que muda para quem viaja
A conexão via satélite direto no celular acaba de mostrar seu maior número até agora. Em 19 de outubro de 2026, a VEON anunciou que mais de 11 milhões de clientes únicos se conectaram pelo menos uma vez ao serviço direct-to-cell da Starlink em lugares sem sinal de celular convencional, tudo em menos de um ano.
O que aconteceu
A VEON assinou o acordo com a Starlink em novembro de 2025. Desde então, o serviço foi lançado comercialmente em três dos seus mercados:
- Ucrânia, com a Kyivstar: a primeira operadora da VEON a lançar.
- Cazaquistão, com a Beeline: a primeira operadora do país com serviço de satélite no celular.
- Bangladesh, com a Banglalink: lançado em 9 de outubro de 2026, tornando Bangladesh o primeiro país do sul da Ásia com o serviço, com cerca de 20 milhões de clientes cobertos no lançamento.
O detalhe principal: funciona em smartphones LTE que já existem. Não precisa de aparelho novo nem antena especial, apenas céu aberto.
O contexto
O anúncio chega num mês agitado para o satélite direto no celular. A SpaceX já tem cerca de 650 satélites direct-to-cell em órbita e recebeu recentemente a aprovação da FCC para até 15.000 a mais. Nos Estados Unidos, AT&T, Verizon e T-Mobile criaram uma joint venture satelital em 2 de outubro, embora ela ainda dependa de satélites de outra empresa. A SpaceX diz que sua constelação de segunda geração deve levar velocidades próximas ao 5G para celulares comuns quando a implantação completa começar, em 2027.
Por enquanto, o satélite direto é um complemento, não um substituto das redes móveis. Ele foi pensado para áreas sem antenas, como estepes, montanhas, estradas rurais e litoral, e precisa de céu aberto: não ajuda dentro de prédios nem em cidades densas.
Por que isso importa para quem viaja
Onze milhões de pessoas mostram que o backup por satélite deixou de ser experimento. Se você viaja para regiões remotas, isso é útil para a segurança: conseguir mandar uma mensagem ou compartilhar sua localização onde não há cobertura pode fazer diferença.
Mas vale conhecer os limites:
- Depende da operadora local. Esses lançamentos são para clientes da Kyivstar, Beeline e Banglalink. Um visitante com outro chip ou eSIM não deve supor que tem acesso ao satélite.
- Não é um plano de dados para a viagem. Hoje o satélite direto serve para continuar localizável onde não existe mais nada. Para mapas, apps de transporte, banco e videochamadas, você continua precisando de uma conexão de dados terrestre normal.
- Exige céu aberto. Trens, ônibus, hotéis e ruas com prédios altos são justamente onde o link por satélite falha.
- As regras mudam por país. Cada lançamento depende de uma operadora e de um regulador locais, então a cobertura é irregular entre fronteiras.
O que fazer antes da próxima viagem
Se você vai para a Ucrânia, o Cazaquistão, Bangladesh ou qualquer lugar com grandes distâncias entre cidades, a configuração prática é a mesma:
- Use um eSIM de viagem para os dados do dia a dia. Ele entrega velocidade de rede local desde o pouso, sem tarifas de roaming da operadora.
- Mantenha sua linha brasileira ativa para ligações e SMS se precisar de códigos de verificação, mas desligue o roaming de dados nela.
- Baixe mapas offline de qualquer rota rural antes de sair da cidade.
- Confira se sua operadora oferece mensagens via satélite no exterior e leia em quais países isso vale.
Provedores como a HOLASIM facilitam instalar um plano de dados antes de embarcar e manter seu número ativo em paralelo. O satélite é a rede de segurança; um bom eSIM de dados continua sendo o que faz a viagem funcionar todos os dias.